O clonazepam, conhecido popularmente pelo nome comercial Rivotril, é um medicamento que pode ser importante no tratamento de algumas condições quando utilizado com indicação e acompanhamento médico. O problema começa quando ele passa a ser usado como uma solução automática para qualquer sinal de ansiedade.
Carregar o medicamento na bolsa “para qualquer emergência” e recorrer a ele com frequência merece atenção. O uso contínuo de benzodiazepínicos pode estar associado ao desenvolvimento de tolerância, dependência e sintomas de abstinência, principalmente quando há interrupção abrupta.
E onde entra o CBD?
Novas formas de administração de canabinoides vêm despertando interesse. Um exemplo é o CR Wellness Airlief Inhaler, que utiliza CBD Broad Spectrum por via inalatória, em um formato semelhante ao de uma bombinha.
A administração pulmonar pode proporcionar uma absorção mais rápida do que algumas apresentações orais, característica que vem sendo estudada em diferentes aplicações. Isso, porém, não transforma o CBD em substituto automático do clonazepam nem significa que seja adequado para todas as pessoas com ansiedade.
Não troque seu medicamento sozinho
Segundo o Dr. Paulo Lara, o tratamento da ansiedade precisa ser individualizado e considerar sintomas, histórico clínico, frequência das crises, medicamentos em uso e outras características de cada paciente.
Quem utiliza clonazepam regularmente não deve reduzir, suspender ou substituir o medicamento por CBD por conta própria. A retirada inadequada de benzodiazepínicos pode provocar sintomas importantes e precisa ser conduzida com orientação médica.
A principal mensagem é simples: existem diferentes estratégias para cuidar da ansiedade, mas nenhuma delas deve ser utilizada de maneira indiscriminada.
Rivotril não deve virar uma “balinha de emergência”. Tratamento exige acompanhamento, estratégia e individualização.
Conteúdo educativo. Não suspenda, reduza ou substitua benzodiazepínicos ou outros medicamentos sem orientação médica.
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